Abri a porta…

Ao fechar a porta

Recolhi o olhar

Aprisionei as palavras

Senti a solidão entrar,

Consciente de ferir o coração

E de pôr os pensamentos a hibernar

Sacudo o tempo

Salto para a vida,

Dou liberdade aos dias para voar

Guardo o que é bom de guardar

E ao abrir a porta

Sinto o vento a soprar

Até a alma arejar…

Ao sabor do vento…

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A cortina abre-se
Convidando o vento a entrar
A espreguiçar-se no meu acordar
A inspirar a ingenuidade da alma
E a decifrar a nudez do corpo
Que respira cada movimento
Como se a pele fosse abrigo
De todas as sensações…

A cortina abre-se
Rodopiando na janela entreaberta
O ar pousa em todos os sentidos
Acentua-se a vontade de te ver chegar
De saborear o bater do vento
No aconchego dos nossos corações…

Livre

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Livre
Em permanente mutação
Entre os que ficam e os que vão
Não morre a liberdade
Ainda que reste a saudade
Dos que ficam no coração.

Livre
Tal como o vento
Que no seu agitado movimento
Oxigena e germina vida
A cada passagem ou partida
Refresca a alma e o pensamento.

Livre
No meu jeito de ser
Haverá sempre um dever
Que me prende à realidade
Sendo o alicerce a liberdade
Para eu crescer e viver.

Livre
Sigo a essência que me alimenta o ego
Tantas vezes sem destino navego
É aí que me despertam os sentidos
Até então, pelo tempo detidos
Livremente respiro e sossego.