…as minhas memórias…

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Não guardes as minhas memórias
Enterra-as comigo,
Não procures entender o molde
Que um dia as uniram a mim.
De tanto se prenderem
O coração perdeu-se,
Desorientado
Sentiu-se aprisionado
Num corpo quase a desistir
Como se já fosse partir.
Retalhos cruéis
Cravados na pele
Que tornam os poros infiéis
Remetidos a um silêncio
Fechado e magoado.
Não guardes as minhas memórias
Deixa que te afague a minha ausência
Com as palavras da minha essência
E voa alto
Até encontrares o teu novo céu.