Cais

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O sentido que me reveste a pele
Por vezes interrompe o tempo
Hiberna em memórias apagadas
Cai em conversas resignadas
Até sacudir de novo as palavras
E o corpo renascer inteiro
Da pálida sombra
Que lhe envolve a essência
Destapando os movimentos
Onde tece a vontade e agradece
O chão que a terra lhe oferece.
Embarco sem demora
Até ao cais que me devolve à vida.

2 thoughts on “Cais

  1. Adorei. Não é qualquer poema que me dá cor ao rosto, ou que sinto alma acima das nuvens. “O chão que a terra lhe oferece”, gostei´, dá uma falsa sensação de posse do seu lugar, de onde se estiver, como se pudesse ter, mas a verdade que se pode ter todo redor, sua contemplação, a convivência, um instante ou momento que estiver junto a algo, alguém, que se pode sorver mais do que o simples respirar, ou ver, para o sentir. Gratidão. Beijos na testa!

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