Cais

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O sentido que me reveste a pele
Por vezes interrompe o tempo
Hiberna em memórias apagadas
Cai em conversas resignadas
Até sacudir de novo as palavras
E o corpo renascer inteiro
Da pálida sombra
Que lhe envolve a essência
Destapando os movimentos
Onde tece a vontade e agradece
O chão que a terra lhe oferece.
Embarco sem demora
Até ao cais que me devolve à vida.