Marinheiro

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A barca já não tem proa
De tanto mar cruzar
Dia e noite a navegar
Para depressa chegar
E em teus braços se afundar.

Ancorar no teu olhar cor do mar
Ondear no teu corpo
Com as mãos molhadas e salgadas
O sabor a maresia
E o desejo de imergir
Dentro de ti até voltar a partir.

A barca já não tem vela
De tantas tempestades sofrer
Só o sonho a faz mover
A saudade de te ver
Já que escolhi o mar para viver.

A barca está partida
Tal como tu com a despedida
És o porto de abrigo da minha vida
Regresso sempre ao mesmo lugar
Seremos sempre dois a navegar.

 Na partida sou o teu marinheiro
No regresso sou o teu companheiro.