Será gente?

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Há gente que vive da gente
Seres com muito pouco ser
Incapazes de traçar uma linha coerente
Julgam-se detentores do poder.

Convincentes da verdade que mentem
Olhar reduzido ao próprio umbigo
Veem nos outros algo que não sentem
Exibem-se como sendo o próprio inimigo.

Espantam os fantasmas lavando o rosto
Afogam na água que escorre pela identidade
Ressaltam os contornos vincados de desgosto
Hibernados na concha que esconde a personalidade.

Acorrentados ao delírio momentâneo do prazer
Saboreiam a cobardia de olhos vendados
Tal é o estilhaçar do espelho pelo falso parecer
Reduzidos ao espaço onde vivem camuflados.

Hoje, amanhã e depois…

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Hoje enquanto espero pelo amanhã
Quero dar asas ao tempo e com ele voar
Hoje não sei quem sou, talvez o tempo me faça lembrar.
Olho em frente e deixo-me ir no tempo presente
Estou na estrada do sonho, deslizando pela corrente.
Quero reinventar os espaços, soltar o eco da minha voz
Mostrar que existo, saborear o tempo que passa por nós.
Seguirei o caminho até ti chegar
Embalada nas palavras que te irei pronunciar.
Quero os meus lábios nos teus tocar
Entregar o meu corpo ao deslizar das tuas mãos
Como quem acosta numa tempestade de paixão
Se preenche lentamente sufocando a respiração.
Quero ser a pétala da tua fragância
A essência que te envolve os sentidos
Misturar o perfume dos corpos
Absorvidos em gestos destemidos.
Quero pintar o tempo contigo
Hoje, amanhã e depois
Colorir o amor que existe entre nós dois!