Encontro

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Não sei que dia é hoje
Perdi-me na contagem das horas
Talvez seja um daqueles que sempre demoras
Enquanto eu espreito pela janela o horizonte
Escuro e vazio, sem nada que se conte
Apenas o tempo, que corre sem pressa
Me faz companhia sem qualquer promessa,
Nem compromisso de um dia voltar
E ainda me encontrar naquela janela a olhar.
Vagueio na sombra deste quarto silencioso
Com o tique taque do coração ansioso
Mais parece um vício que consome
Uma ferida que dói e destrói
Num filme dramático sem herói.
Que busca infindável é esta?
Entre cada partida e chegada
Descobri que não há lugar para mim
Cheguei atrasada, a lotação estava esgotada.
Tanta espera, tanta espera para nada.
Fiquei perdida algumas vezes
Atada ás teias do ser humano
Ecos de um comportamento insano
Transformados em seres por engano.
Ainda haverá tempo para mim?
Corro depressa para reinventar os sentidos
Não espero mais pelos minutos perdidos.
Estou a caminho, saberás de mim
O trilho da felicidade é longo
Hoje sei que não tem fim.