Sem abrigo

escuro

Estava escuro
O olhar penetrava em vultos
Que vagueavam entre tumultos
Em sussurros mudos
Em gritos absurdos
Dispersos no olhar vazio e obscuro.
Estava frio
O rosto mergulhado em indiferença
Ausente de sentimento e de crença
Esfriavam-se os sentidos
Multiplicavam-se os ruídos
Num corpo desfeito e sem brio.
Sozinho e triste
Em gestos contidos
Em sonhos perdidos
Não encontra um amigo
Roubaram-lhe o abrigo
Em silêncio desiste…

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