Em desalinho

dark road

Já não sei o que sinto
Já não sei o que é sentir
Tenho as mãos vazias
O corpo preso à dormência
A dor que se apodera da minha existência.

Vagueio por um caminho já extinto
Perdida e em desalinho
Tenho o medo como companhia
O corpo rendido a uma falsa calma
Que me faz adormecer a alma.

Já nada me importa
Não sei se alguma vez me importei
Tenho o coração a sangrar
O corpo sem força de existir
A falência dos sentidos que me faz desistir.