Lisboa

elevador gloria

Passeio entre as ruas estreitas da cidade
E os becos onde ecoa a conversa das vizinhas
Que debruçadas nas varandas coloridas das casinhas
Traduzem em gestos de lamúria e cumplicidade
O apego às origens, despidas de qualquer vaidade.
Desço a calçada rodeada de vielas
Enquanto sobe a encosta o elevador da Glória
Tem o miradouro como paragem obrigatória
Onde os artistas mostram as suas aguarelas
E os namorados dão as suas escapadelas!
O Tejo reflete o encanto da cidade
A vista perde-se em tamanha graciosidade
O pensamento rende-se à inspiração
Da paixão vivida pelos amantes
Que diante desta paisagem prenderam o seu coração.